Paulista: MPPE cobra transparência na publicação dos atos do Conselho Municipal de Meio Ambiente

17/10/2022 - A 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista (Meio Ambiente) recomendou ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) e ao secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Tecnologia e Meio Ambiente que adotem as medidas necessárias para dar publicidade aos atos relativos ao funcionamento do CMMA, como atas de reunião, convocações para reuniões extraordinárias e cronograma de encontros periódicos do órgão.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça Mirela Maria Iglesias Laupman, constatou que o CMMA está descumprindo parcialmente as exigências legais de transparência dos seus atos, conforme definido na legislação municipal.

"Os atos do CMMA são de domínio público, condicionados à publicidade administrativa, que será promovida através do Diário Oficial dos Municípios. Da mesma forma, suas reuniões são públicas, franqueando-se a participação não somente aos seus membros, mas também à sociedade em geral", reforçou a promotora de Justiça no texto da recomendação, publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta segunda-feira (17).

Dessa forma, a promotora de Justiça recomendou tanto a publicação das atas das reuniões realizadas nos meses de setembro e outubro de 2022 quanto o respeito ao prazo máximo de 30 dias entre a realização de novas reuniões e a divulgação de suas atas em Diário Oficial.

Já a publicação dos cronogramas tem a finalidade de assegurar a participação popular nas reuniões, bem como o respeito à exigência legal de no mínimo uma por bimestre (seis por ano), a fim de cumprir a análise das pautas submetidas à apreciação do CMMA em tempo razoável.